Tudo sobre a Estratégia Genérica de Michael Porter

Michael Porter é um estadunidense nascido em 1947 e considerado atualmente um dos maiores nomes no planejamento estratégico e na competitividade estratégica.

Em 1980 lançou um livro intitulado Estratégia Competitiva, e em 1985 veio o segundo livro com título de Vantagem competitiva, e já no ano de 1990 lançou um terceiro livro intitulado Vantagem competitiva das nações.

Esses três livros tratam de métodos de análise e de ferramentas para o meio estratégico. Abordam a competitividade e o planejamento e todos os aspectos que englobam esses temas.

Quando Porter fala da vantagem competitiva cita as cinco forças competitivas, que também são conhecidas de cinco forças de Porter. Em conjunto fala também das estratégias competitivas genéricas e da famosa cadeia de valor.

Neste artigo trataremos tudo sobre a estratégia genérica de Michael Porter. Mas para facilitar a compreensão dessa estratégia, é necessário compreender as cinco forças de Porter.

As cinco forças de Porter

1. Ameaça de novos concorrentes

Essa força faz referência a dificuldade ou a facilidade que envolve um processo em que determinado concorrente deseja participar de um setor. A explicação da seguinte questão é dada assim: Quanto mais complexo for a entrada no setor, menor deverá ser a concorrência.

2. Produtos substitutos

Essa força refere a grau de facilidade ou dificuldade com que um consumidor enfrenta para substituir um determinado serviço ou produto por outro similar ou alternativo.

3. Poder de barganha dos compradores

Essa força diz respeito ao poder que os consumidores possuem para barganhar e assim conseguir descontos e redução nos preços ao adquirir quantidades maiores do produto.

4. Poder de barganha dos fornecedores

É algo semelhante ao que acontece na força interior, porém o que difere é que a força dos fornecedores deverá ser maior quando eles não precisarem enfrentar a concorrência, visto que seus produtos são essenciais para o consumidor.

5. Rivalidade entre os concorrentes

A quinta e última força refere ao grau de competitividade de um determinado setor em relação a rivalidade entre os concorrentes.

A estratégia genérica de Michael Porter

São três as estratégias genéricas de Michael Porter:

1. Liderança Geral de custos

Com essa estratégia busca-se alcançar três vertentes com intuito de posicionar-se contra as 5 forças de Porter. Essas Vertentes são:

– o baixo custo produtivo

– a redução de custos

– o controle de custos

2. Diferenciação

Com a diferenciação a empresa tem menor preocupação com os custos e se posiciona no setor como uma fornecedora de um produto ou serviço único.

Com essa diferenciação poderá haver muitos diferenciadores no mesmo setor onde cada um priorizará uma característica do produto ou serviço em detrimento de outro.

3. Enfoque

Como o próprio nome sugere, esta estratégia genérica de Porter sugere que o empreendedor direcione seus esforços para um determinado nicho, focando assim em um determinado público-alvo e se especializando para oferecer a melhor experiência a esse público.

É preciso estabelecer uma estratégia

Uma vez que você enquanto empreendedor conheceu as três estratégias genéricas de Porter, deverá estabelecer uma delas para nortear as suas atividades. Dessa forma você poderá delinear e delimitar os objetivos de seu negócio.

Essa estratégia deve portanto está presente no planejamento estratégico da empresa de uma forma que não haja dúvida em seu emprego e nem possibilidade de desvios futuro.

Estabelecida a estratégia sua organização certamente terá condições de combater as forças competitivas de Porter aplicando assim estratégias de defesa.

A cadeia de valor

No entendimento de Michael Porter a vantagem competitiva só pode ser de fato entendida e aplicada quando se compreende a organização como um todo.

Para que os resultados das estratégias sejam observados, estas devem ser empregadas em toda a atividade organizacional, isso significa que deve estar presente em de forma que se crie valor ao cliente.

Porter adianta que é necessário fazer uma análise da cadeia de valor para ter a condição necessária de escolha da Estratégia mais adequada para o negócio.

Nessa análise deve-se levar em conta as cinco atividades primárias e as quatro atividades secundárias, que são:

As cinco atividades primárias

– logística de entrada

– operações

– logística externa

– marketing e vendas

– serviços

As quatro atividades secundárias

– aquisição

– desenvolvimento da tecnologia

– gestão de recursos humanos

– infraestrutura organizacional

A depender da organização, essas atividades possuem graus diferenciados de importância. E dentro da própria empresa, dependendo do setor, esses graus também podem variar.

Para entender melhor imagine uma empresa que trabalha com transporte e distribuição de mercadorias, a atividade de logística possui um grau maior de relevância. Já para uma empresa que trabalha com eletrônicos, as atividades de Marketing e de desenvolvimento da tecnologia são essenciais.

Resumidamente as organizações têm a condição de escolher uma das três estratégias genéricas de Porter e assim controlar as áreas de Vantagens competitivas para poder enfrentar e defender-se das cinco forças de Porter.